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Crítica | Os Roses: Até que a Morte os Separe

  • Foto do escritor: Cinema ao Máximo
    Cinema ao Máximo
  • há 7 dias
  • 2 min de leitura

Olivia Colman e Benedict Cumberbatch mandam tão bem juntos nessa comédia sombria que o riso sai naturalmente



Eu estava procurando uma comédia para assistir e acabei encontrando um lançamento de 2025 no Disney+. Eu já tinha visto o trailer no cinema, quando fui ver "Uma Sexta-Feira Mais Louca Ainda". Foi uma surpresa muitíssimo boa descobrir "Os Roses: Até que a Morte os Separe", uma nova versão do clássico de 1989 "A Guerra dos Roses", que eu nem conhecia até então.


A produção já me ganhou de cara ao escalar Olivia Colman e Benedict Cumberbatch como o casal Ivy e Theo. Assim que os dois aparecem em cena, fica claro que essa parceria vai render boas risadas. No começo, eles parecem o par perfeito, mas tudo muda quando o caminho profissional de Theo entra em queda livre enquanto o de Ivy só cresce. É aí que a trama fica ainda mais interessante nessa comédia sombria dirigida por Jay Roach, que também comandou "Entrando Numa Fria".


Achei muito significativa a forma realista como o longa retrata as barreiras que podem, de fato, acabar com um relacionamento. Quando Theo, um arquiteto renomado, é demitido e passa a sentir na pele o peso das responsabilidades que Ivy sempre carregou, como cuidar da educação e da segurança dos gêmeos Hattie e Roy, a dinâmica entre eles muda completamente. Ao mesmo tempo, Ivy dá início a uma fase em que aproveita os lados mais gratificantes de uma carreira bem-sucedida como chef de cozinha, e aí tudo sai do controle. As ambições pessoais e o orgulho vão corroendo a intimidade da relação, afastando os dois em pequenas doses. Fica clara a inversão de papéis: justamente quando a vida profissional dela decola, a dele estagna, gerando inseguranças para ambos.


A história de "The Roses" acompanha uma trajetória que começa no encanto e, aos poucos, mergulha em um ressentimento profundo. O título se sustenta em uma disputa conjugal afiada e cheia de sarcasmo, e ver Olivia e Benedict trocando farpas é um deleite por si só. Os dois entregam atuações bastante sólidas, cheias de emoções genuínas. É uma comédia que realmente conseguiu me fazer rir de verdade, com cenas tanto engraçadas quanto absurdas, que já compensam o tempo investido.


Quando os personagens deixam de se comunicar com sinceridade e passam a transformar as conversas em verdadeiros confrontos, o enredo nos convida a uma reflexão envolvente. Os diálogos são muito bem construídos e levam o espectador a questionar a ideia de felicidade eterna, além das expectativas de sucesso e realização na vida a dois. Para equilibrar, há também momentos leves e divertidos, com falas hilárias e totalmente inapropriadas, que arrancam muitas gargalhadas.


Pedro Barbosa


Sinopse: Ivy e Theo têm um casamento aparentemente perfeito que é desmantelado por competição e ressentimentos no momento em que os sonhos profissionais do marido fracassam.


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