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Crítica | Pânico 7

  • há 10 horas
  • 3 min de leitura

Saga sangrenta retorna com Neve Campbell e Courteney Cox revisitando o passado com sarcasmo e brutalidade



Eu acho que as irmãs Carpenter, Sam e Tara, deixaram uma marca fortíssima na franquia slasher iniciada em 1996 com "Pânico", especialmente por conta das atuações da Melissa Barrera e da Jenna Ortega. Em "Pânico" (2022) e "Pânico VI" (2023), elas se destacaram como protagonistas, entregando sequências realmente tensas enquanto eram perseguidas pelo icônico Ghostface. Pra mim, o arco das duas teve um desfecho bem satisfatório. Honestamente, se voltassem a ser o alvo principal em filmes futuros, poderia acabar soando meio forçado.


Como a história das irmãs Carpenter acabou chegando ao fim por causa de umas polêmicas nos bastidores, a melhor saída pra manter essa saga tão querida foi criar novos desafios pra protagonista clássica, Sidney Prescott, eternizada por Neve Campbell. Pelo menos pra mim, essa estratégia ainda funciona super bem.


Eu sou muito fã dessa série, mas, sendo bem sincero, nem sempre as revelações de quem está por trás da máscara funcionam tão bem. As minhas favoritas são as de "Pânico" (2022) e "Pânico 4" (2011), pra mim são icônicas demais. O problema é que as motivações dos assassinos, na maioria das vezes, seguem a mesma lógica. Muda o rosto, mas a ideia continua praticamente a mesma. Foi isso que me deixou um pouquinho frustrado em "Pânico 7", dirigido por Kevin Williamson. A revelação não me pegou, achei meio fraca e conveniente, como se estivesse ali só para fechar a trama.


Mesmo que o desmascaramento dos vilões seja, sem dúvida, o momento mais esperado da franquia "Scream", não dá pra ignorar tudo o que acontece até chegar lá. Com um ritmo bem redondinho, "Scream 7" traz exatamente o que a gente quer ver: perseguições bem caprichadas e uma boa dose de violência, com personagens que não ficam só correndo e gritando, mas partem pra briga mesmo pra sobreviver.


Fiquei tenso o longa inteiro, do jeitinho que eu esperava, então pra mim ele cumpriu o que prometeu. Além disso, tem vários sustos que dão certo de verdade e o uso do Ghostface é brilhante, sempre aparecendo atrás dos personagens, criando aquela sensação constante de que o perigo está ali, bem perto.


Ver a Neve Campbell como Sidney ao lado da Courteney Cox como Gale e da Isabel May no papel da Tatum foi muito bom. As três têm uma dinâmica que prende a atenção o tempo todo. O mais interessante foi acompanhar a Sidney nessa fase de mãe, tentando proteger a filha e não deixar que todo aquele passado cheio de trauma e tragédia volte pra assombrar a família. A relação dela com a Tatum foi construída de um jeito bem bonito e convincente, deu pra sentir o peso e o carinho ali. Eu, particularmente, adoraria ver um próximo capítulo focado nas duas. De coração, não importa quantos títulos façam, eu continuo animado com essa saga.


Como nas obras anteriores, a nostalgia segue com força total, só que agora quem toma o centro das atenções é a inteligência artificial. As ligações clássicas do Ghostface com o eterno "Olá, Sidney" ainda estão lá, mas ganharam uma repaginada e até viraram videochamada. Teve hora que eu simplesmente comecei a rir do nada, sobretudo quando surge aquele sarcasmo afiadíssimo que fez "Pânico" virar um clássico. O elenco coadjuvante não fica nem um pouco atrás: entrega presença, carisma e ainda reúne nomes conhecidos como Mckenna Grace ("Annabelle 3: De Volta Para Casa"), Asa Germann ("Gen V") e Anna Camp ("Você").


Mesmo depois de tantos anos, a série criada por Wes Craven ainda manda muito bem no entretenimento. A cada produção nova, a violência, principalmente nas cenas de facadas, fica ainda mais pesada, o que é perfeito pra quem curte um terror raiz, repleto de ação e sangue pra todo lado.


Pedro Barbosa


Sinopse: Quando um novo Ghostface surge na pacata cidade onde Sidney Prescott reconstruiu sua vida, seus medos mais sombrios se tornam reais enquanto sua filha se torna o próximo alvo do assassino. Determinada a proteger sua família, Sidney terá que enfrentar os horrores do seu passado para acabar com o massacre de uma vez por todas.



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