Crítica | Bagagem de Risco
- Cinema ao Máximo
- 19 de dez. de 2025
- 2 min de leitura
Suspense natalino aposta alto na tensão e acerta em cheio com Taron Egerton e sequências de ação empolgantes

É só o Natal começar a aparecer que eu já entro no clima de maratona natalina. Tenho meu ritual sagrado de revisitar clássicos como "O Expresso Polar" e "Os Fantasmas de Scrooge" todo ano. E, claro, também faço questão de conferir as novidades que ainda não vi. Foi assim que, para minha surpresa, me deparei com o lançamento da Netflix de 2024 chamado "Bagagem de Risco".
Entrando na lista de filmes de Natal que fogem do comum, ao lado de sucessos como "Duro de Matar" e "Noite Infeliz", esse título dirigido por Jaume Collet-Serra ("O Passageiro") conta a história de um jovem agente de segurança aérea que acaba sendo chantageado para deixar passar um pacote perigoso em um voo na véspera de Natal. A ideia por si só já dá um nervoso, deixando a gente apreensivo do primeiro ao último instante. Eu, particularmente, fiquei tão envolvido que acabei roendo as unhas com toda a adrenalina e o ritmo acelerado que o filme tem.
Taron Egerton manda muitíssimo bem no papel do oficial de segurança Ethan Kopek, conseguindo passar todo o desespero de alguém que é forçado por terroristas a levar uma mala misteriosa pelos controles de um aeroporto, sob a ameaça de tirar a vida de sua namorada grávida e centenas de passageiros. Jason Bateman está excelente como o vilão, provocando raiva do começo ao fim com sua crueldade em grau elevado, especialmente quando contracena com Theo Rossi, outro ator de destaque, que interpreta um comparsa igualmente perverso. O que mais me agradou foi o jeito como a tensão vai aumentando aos poucos, sem apelar para clichês que poderiam tirar o impacto da trama. No fim das contas, foram quase 2 horas de diversão plenamente aproveitadas.
O longa cria o tempo todo uma sensação constante de urgência, pedindo pra gente relevar um pouco a lógica e curtir a ação desenfreada e o suspense, dois gêneros que se misturam de forma bem esperta. O enredo acompanha um protagonista colocado em situações extremas, obrigado a tomar decisões difíceis e virar um herói improvável dentro do espaço fechado de um aeroporto, enquanto tenta salvar a pessoa amada e evitar uma grande tragédia. Por fim, entrega tudo o que esse tipo de produção promete, com perseguições empolgantes que me deixaram completamente vidrado. Os personagens também são bem construídos, cada um à sua maneira, sem cair em exageros. E ainda tem o bônus de reconhecer vários rostos conhecidos, com destaque para Sofia Carson como Nora Parisi, a companheira grávida do agente da TSA.
Com uma figura principal carismática, cheia de falhas e bem gente como a gente, "Carry-On" sustenta um jogo de gato e rato instigante, que faz valer o play!

Pedro Barbosa
Sinopse: Em um aeroporto lotado na véspera de Natal, um oficial de segurança recebe um ultimato assustador: ou ele deixa passar um item perigoso ou a mulher que ele ama morrerá.
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